Estou
no lago.
Pedrinho
está comigo e desta vez não tenho o pesadelo. Pedrinho segura minha mão. Ele
parece sentir que eu sinto um aperto no coração.
-
Tudo vai ficar bem manão. – É assim que Pedrinho me chama: Manão. Olho para ele
e o vejo sorrir para mim. – Eu estou aqui com você manão.
- Eu
sei. Eu sei Pedrinho. – Abaixo e fico da sua altura. Olho em seus olhos e vejo
nele o olhar de meu pai. Não seguro as lágrimas e o abraço.
Sinto
a brisa soprar suave sobre minha face. Vejo os patos nadarem sobre o espelho de
água do lago. Ouço os pássaros cantarem e os observo voarem livre de um galho
para outro, de repente um pássaro voa para um determinado banco e quando o vejo
as lembranças dela vem a minha mente. Dany.
Nós
costumávamos sentar ali, para observar os pássaros, os patos e o lago. Sentir a
brisa soprar em nós. Meu coração não aceita que ela tenha ido sem despedir-se.
Sem dizer adeus. A culpa disso tudo não foi dela. Não foi minha. Não foi nossa.
Simplesmente aconteceu.
Eu
queria poder sentir seu cheiro, seu abraço e o seu beijo apenas uma vez mais.
Queria poder dizer que eu a amo e que faria o que preciso fosse para que tudo
fosse diferente.
Será
que terei felicidade, pois todas as razões para a minha felicidade foram
arrancadas de mim: Papai e Dany.
Felicidade
será que eu ainda te encontrarei. Enquanto isso vou vivendo com minha dor e
esperando um destino desconhecido.
FIM
Nenhum comentário:
Postar um comentário